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Salário mínimo nacional sobe apenas 49 meticais e gera indignação

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O recente reajuste do salário mínimo nacional em Moçambique está a gerar forte contestação entre trabalhadores e sindicatos. A tabela, aprovada na mesa de diálogo social, traz aumentos considerados “insignificantes”, sendo o mais baixo de apenas 49,41 meticais. No sector da pesca de kapenta, por exemplo, o salário passou de 4.941,68 para 4.991,09 meticais, o que, segundo a Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (OTM-CS), representa “números vergonhosos” face ao aumento do custo de vida.

Embora alguns sectores tenham registado acréscimos ligeiramente mais expressivos, a disparidade continua evidente. O maior reajuste ocorreu na banca e seguros, onde os salários subiram de 17.881,32 para 19.043,61 meticais. No entanto, este incremento, apesar de superior ao de outras áreas, ainda é alvo de críticas por não acompanhar a inflação e as necessidades básicas das famílias. Já na Função Pública, correspondente ao sector 9, não houve qualquer alteração, reforçando a insatisfação de funcionários que reclamam há anos por melhores condições salariais.

Para os sindicatos, o aumento agora aprovado expõe a fragilidade das negociações e o descompasso entre o rendimento mínimo e o real custo de vida no país. O cenário, afirmam, coloca em causa a dignidade dos trabalhadores e a capacidade de sustento das famílias moçambicanas. A pressão deverá aumentar nas próximas semanas, com manifestações e novas rondas de diálogo previstas, à medida que cresce a exigência de soluções mais justas e condizentes com a realidade económica nacional.

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