Município de Maputo inicia retirada de vendedores informais no Mercado do Xiquelene
O Conselho Municipal de Maputo deu início ao processo de retirada dos vendedores informais no Mercado do Xiquelene, no âmbito do plano de reorganização do comércio informal na capital moçambicana. A medida visa restaurar a ordem no espaço público, promover condições dignas de trabalho para os vendedores e garantir a segurança e fluidez do trânsito naquela zona da cidade.
A iniciativa, segundo as autoridades municipais, surge como resposta a um longo processo de diálogo com os operadores informais e associações do setor, tendo em vista a crescente ocupação desordenada do espaço público no Xiquelene, um dos pontos mais movimentados do comércio informal na cidade. De acordo com o município, os vendedores afetados serão realojados em mercados formais com infraestrutura adequada, higiene e condições para o exercício da atividade comercial.
A retirada está a ser realizada de forma gradual e acompanhada por agentes da Polícia Municipal e técnicos da edilidade, com o objetivo de garantir que o processo decorra de maneira pacífica e organizada. Algumas reações de resistência por parte dos vendedores foram registadas, porém o município reforça que a medida é parte de uma estratégia maior para transformar o comércio informal em uma atividade mais segura, regulamentada e economicamente viável a longo prazo.
A população e os comerciantes formais da região têm manifestado diferentes opiniões. Enquanto alguns apoiam a medida como necessária para a modernização da cidade, outros temem pelo impacto económico imediato para os operadores informais. O Município de Maputo garantiu que ações de sensibilização e apoio social estão a ser implementadas para mitigar os efeitos da transição e assegurar que nenhum trabalhador fique desamparado durante o processo.
Esta reorganização urbana no Mercado do Xiquelene faz parte de um plano mais amplo que visa transformar Maputo numa cidade mais limpa, segura e economicamente estruturada, onde o comércio informal possa coexistir de forma ordenada com os demais setores da sociedade.












