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“Chapeiros” da rota Xiquelene exigem 30 meticais como tarifa base de transporte

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A paralisação dos transportes semicolectivos de passageiros, conhecidos como “chapas”, na rota Xiquelene para vários pontos da cidade está a provocar enormes dificuldades aos cidadãos na manhã desta sexta-feira. Os transportadores exigem um posicionamento urgente do Governo sobre a possível subida da tarifa de transporte dos actuais 15 para 30 meticais.

Segundo relatos avançados no local, os operadores afirmam que o aumento contínuo dos preços dos combustíveis, peças de reposição e custos de manutenção tornou praticamente impossível continuar a operar com a tarifa actual. Muitos transportadores alegam estar a trabalhar com prejuízos e defendem que a revisão do preço é necessária para garantir a continuidade do serviço e evitar o colapso do sector.

A paralisação já está a afectar milhares de passageiros, incluindo trabalhadores, estudantes e vendedores informais que dependem diariamente dos “chapas” para se deslocarem. Em várias paragens registam-se longas filas e grande aglomeração de pessoas, enquanto muitos cidadãos acabam obrigados a caminhar longas distâncias devido à escassez de transporte disponível.

Até ao momento, as autoridades ainda não apresentaram uma posição oficial sobre as exigências dos transportadores. Entretanto, cresce a preocupação entre a população, que teme não apenas os transtornos provocados pela paralisação, mas também o impacto que um eventual aumento para 30 meticais poderá ter no custo de vida das famílias.

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