PRM acusada de deter mulher grávida para localizar ex-marido na Matola
A Polícia da República de Moçambique (PRM) está a ser alvo de denúncias relacionadas com alegados maus-tratos contra uma mulher grávida de cinco meses, num caso ocorrido na última sexta-feira, no bairro de Tsalala, no município da Matola. O caso ganhou atenção após familiares da vítima denunciarem a situação à imprensa.
Segundo informações avançadas pela SIX TV, Sifa Hemane, de 37 anos e residente no bairro da Liberdade, terá sido conduzida às celas da 9.ª Esquadra de Tsalala para prestar informações sobre o paradeiro do seu ex-marido, procurado pelas autoridades por suspeitas de envolvimento em casos de burla. Familiares afirmam que a mulher teria sido submetida a maus-tratos no interior da unidade policial, numa alegada tentativa de pressão para revelar informações relacionadas com o ex-cônjuge.
Os denunciantes consideram a actuação abusiva, sobretudo devido ao estado de gestação da vítima, alegando existir risco para a sua integridade física e clínica. O caso está a gerar indignação entre cidadãos e activistas, uma vez que a legislação moçambicana não prevê a detenção de familiares como forma de pressão para localização de suspeitos, situação que, caso seja confirmada, poderá configurar abuso de autoridade e violação dos direitos humanos.
Até ao momento, a Polícia da República de Moçambique ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Entretanto, a situação continua a gerar debate público e pedidos de esclarecimento por parte da sociedade civil.












