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Crise humanitária em Moçambique: mais de 4,3 milhões precisam de assistência urgente

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Mais de 4,3 milhões de moçambicanos necessitarão de assistência humanitária e protecção urgente ao longo deste ano, revela um novo relatório do Grupo de Segurança Alimentar das Nações Unidas. O documento destaca graves lacunas de financiamento que ameaçam a resposta humanitária no país, num momento em que múltiplas crises continuam a afetar milhões de pessoas em diferentes regiões.

A situação crítica é alimentada por dois factores principais: os ataques terroristas no norte de Moçambique, particularmente na província de Cabo Delgado, que já forçaram o deslocamento de mais de 763 mil pessoas; e os fenómenos climáticos extremos — incluindo secas prolongadas e ciclones — que afectaram cerca de 3,5 milhões de cidadãos. Esses choques múltiplos estão a agravar a insegurança alimentar em comunidades que já enfrentam elevados níveis de vulnerabilidade.

De acordo com a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC), estima-se que cerca de cinco milhões de moçambicanos enfrentarão insegurança alimentar aguda severa (Fase 3 ou superior) entre Outubro de 2024 e Março de 2025. No entanto, o relatório aponta que apenas 11% dos 392 milhões de dólares solicitados para assistir 2,16 milhões de pessoas foram até agora mobilizados, o que compromete seriamente a resposta das agências humanitárias no terreno.

O apelo das Nações Unidas é claro: sem um aumento urgente no financiamento internacional, milhares de famílias poderão cair em situação de fome extrema nos próximos meses.

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