Governo decreta alerta vermelho em todo o país devido ao agravamento de cheias e inundações
O Governo de Moçambique decretou o estado de alerta vermelho em todo o território nacional, na sequência do agravamento da situação provocada pelas cheias e inundações que afectam diversas regiões do país. A decisão foi tomada durante uma sessão extraordinária do Conselho de Ministros, convocada para avaliar a evolução do quadro hidrológico e meteorológico, considerado extremamente preocupante. Segundo o Executivo, a medida visa garantir uma resposta rápida, coordenada e eficaz face aos impactos das inundações severas, que já causam perdas humanas, destruição de habitações e deslocação forçada de milhares de cidadãos.
Falando à imprensa, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, explicou que as previsões actuais apontam para descargas significativas de água na bacia do rio Umbelúzi, com níveis comparáveis às cheias registadas em 2023. Face a esta ameaça iminente, as autoridades determinaram a retirada imediata das populações que vivem em zonas de risco, estabelecendo como prazo máximo as 15 horas desta sexta-feira para a evacuação das famílias mais vulneráveis. O Governo ordenou igualmente a activação de meios aéreos para operações de resgate, com destaque para a região de Mapai, na província de Gaza, uma das áreas mais afectadas e com dificuldades de acesso por via terrestre. De acordo com Impissa, a prioridade é salvar vidas humanas e evitar que a situação se agrave ainda mais.
O balanço preliminar das calamidades naturais é alarmante. Até ao momento, foram registadas 103 mortes e a destruição total de mais de mil casas em várias províncias do país, deixando milhares de pessoas desalojadas e a necessitar de assistência urgente. O cenário é descrito como crítico em diferentes pontos de Moçambique, sobretudo em zonas ribeirinhas e áreas com fracos sistemas de drenagem, onde as águas continuam a subir. Perante esta realidade, o Executivo já iniciou contactos com parceiros internacionais e organizações humanitárias, com vista à mobilização de recursos financeiros, logísticos e humanitários para apoiar as populações afectadas. O Governo reiterou o apelo à máxima vigilância por parte da população e ao cumprimento rigoroso das orientações emitidas pelas autoridades locais e pelos serviços de protecção civil, sublinhando que a colaboração de todos é essencial para minimizar os impactos desta situação de emergência nacional.












