HCB alerta que proposta da Mozal pode levar Moçambique a subsidiar energia
PCA da Hidroeléctrica de Cahora Bassa esclarece que contrato de fornecimento não envolve diretamente o país, e destaca riscos de impacto financeiro caso acordo avance
O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) revelou preocupações em relação à proposta apresentada pela Mozal sobre fornecimento de energia. Em entrevista à STV, enfatizou que a HCB não possui contrato direto de fornecimento com a Mozal, mas sim com a empresa sul-africana Eskom, em um acordo estabelecido desde a construção da barragem.
Segundo o dirigente, a tarifa vigente é historicamente baixa, fruto do contrato original que viabilizou a construção de Cahora Bassa, mas qualquer ajuste ou proposta que envolva diretamente Moçambique poderia implicar um subsídio por parte do Estado. “Obviamente, a tarifa era muito baixa, e qualquer alteração do modelo de fornecimento pode trazer impactos financeiros para o país”, explicou.
A HCB mantém, assim, a posição de cautela sobre novos acordos que envolvam grandes consumidores de energia, alertando para a necessidade de avaliar cuidadosamente os efeitos sobre a sustentabilidade do setor energético nacional. O debate sobre a proposta da Mozal deve agora passar por análise técnica e financeira antes de qualquer decisão definitiva.










