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Nikotina KF responde La Vida Louca após críticas sobre o “compasso” nas instrumentais

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Nikotina KF reagiu com firmeza e reflexão às observações feitas por La Vida Louca, que afirmou que o rapper precisa melhorar o “compasso” nas instrumentais, especialmente no que diz respeito ao improviso. Em sua resposta, Nikotina KF destacou a sua importância para o rap moçambicano e o freestyle lusófono, lembrando sua longa trajetória e as contribuições que fez para o gênero.

O artista começou por relembrar as conquistas e o impacto que teve na cena do rap e do freestyle em Moçambique e nos países de língua portuguesa. Segundo ele, foram ele e seus colegas que deram visibilidade ao Rapódromo, estabeleceram a ligação da RRPL a Moçambique, levaram o freestyle das ruas, rádios e TVs para os palcos, quebraram recordes de improviso na Lusofonia e apresentaram nomes importantes como Kadabra e 16 Cenas. Nikotina ainda enfatizou que é a única pessoa que improvisa punchlines no mundo com tamanha qualidade, gravou com vários artistas e possui um histórico de dominância no freestyle em português por mais de 15 anos.

Nikotina afirmou ser o rapper mais seguido da sua linhagem em todas as plataformas sociais nos PALOP, destacando que está prestes a lançar o tema “A Força”, no qual, segundo ele, o próprio La Vida Louca não teve sucesso no casting. Além disso, anunciou que vai lançar um livro com a fórmula mundial de improvisos, prometendo democratizar o conhecimento para que todos possam aprender a improvisar.

O rapper explicou que o “distempo” muitas vezes não é uma falha, mas sim um estilo autêntico. Com mais de 1500 improvisos disponíveis na internet, Nikotina disse que apenas em cerca de 100 utiliza o distempo como recurso. Ele desafiou quem duvida de sua capacidade a apresentar qualquer música sua fora do tempo, ressaltando ainda que quem o critica deveria conhecer melhor referências internacionais como Andre 3000, ao invés de apenas repetir críticas contra seu ídolo.

Nikotina encerrou a resposta com uma mensagem de carinho e compromisso com a cena do rap moçambicano, declarando que toda a sua luta e orientação são por amor ao movimento. Ele prometeu voltar para orientar e apoiar os novos talentos, como um pai, reafirmando seu papel como mentor e defensor do rap em Moçambique.

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